Saiba mais
Menu
Menu
Idioma

Embaixadores Bike Brasil - Sofia Subtil

A primeira vez que Sofia participou de uma competição de bicicletas, não foi em cima da bike. Apesar de já gostar muito do esporte, ainda não tinha condições físicas suficientes para competir, então trabalhou como staff, assim conheceu muita gente.
Com algumas ajudas, a atleta conseguiu participar no próximo ano e desde então não parou mais, acumulando torneios e pódios. Conheça um pouco mais da história de Sofia, embaixadora da Bike Brasil. 
Como foi seu início com a bike? O que despertou seu desejo de praticar o esporte?
Meu início na bike foi com um amigo do meu irmão que já foi atleta. Passei a saber que existia competição quando me falaram do Big Biker, que acontecia na cidade que eu morava, Taubaté, SP, e consegui trabalhar de staff já que ainda não tinha condições de competir. A partir daí, foram percebendo que eu andava bem e cada um ajudava como podia. Consegui então participar do Big, ganhar na categoria e ir em mais competições. Até que um dia me indicaram para fazer um teste para a equipe da BMC, foi então que me tornei atleta profissional.
Quais foram os principais obstáculos?
Não chega a ser um obstáculo, mas uma dificuldade que o atleta enfrenta em todo fim de ano é a insegurança de saber se terá apoio/patrocinadores para seguir os objetivos na próxima temporada. Quando sofri o acidente na pista das Olimpíadas no Rio foi um momento bem delicado, pois machuquei feio meu rosto, precisando passar por cirurgia e um período prolongado de recuperação.


Pensou em algum momento desistir do esporte?

Não, as dificuldades aparecem, mas superá-las nos deixam mais fortes e motivados para as próximas conquistas.
Você sempre viveu de esporte ou deixou alguma outra profissão de lado?
Até hoje minha fonte de renda é o esporte, mas me mantive firme nos estudos (sou graduanda em Engenharia Mecânica pela UNESP) em busca de uma carreira profissional que eu possa ter paralela ao esporte.
Quais as competições que já participou? Quais foram as mais expressivas para você? Já chegou a quebrar algum recorde?
As principais competições do cenário nacional (CIMTB, Taça Brasil, Big Biker, GP Ravelli, X-Terra, Campeonato Brasileiro de XCO e Campeonato Brasileiro de Maratona) e dois Pan-Americanos (2015 na Colômbia e 2016 na Argentina). As mais expressivas foram os Campeonatos Brasileiros, em destaque os que me deram o titulo de Bicampeã Brasileira de XCO Sub 23, as participações nos Pan-Americanos e no evento teste das Olimpíadas Rio-2016.
Como funciona as classificações para as competições?
Todas as provas são abertas para atletas federados na elite, exceto Pan-Americano que o atleta deve ser convocado pela Confederação.
Quais dicas você dá para quem deseja competir profissionalmente?
Marcar presença nas principais provas do cenário nacional, se cercar de pessoas competentes que ajudam no desenvolvimento, como treinador, nutricionista, trabalhar a imagem de forma séria e profissional e se valorizar dentro do mercado.
Quais são os planos para o futuro? Próximos objetivos?
Alcançar títulos que ainda não consegui, como campeã brasileira de maratona e participar de provas que ainda não tive oportunidade como Brasil Ride, que é um sonho para mim. Para o futuro um pouco mais adiante, penso em que legado deixar para o esporte, pois não vou ser atleta de elite para sempre.
Qual a importância de um evento como a Bike Brasil para o setor de bicicletas?
É um evento muito interessante montado sobre uma plataforma multinível, pois ao longo dos dias circulam desde gigantes do mercado, grandes distribuidores, passando por lojista, atletas profissionais, e amantes do esporte (clientes finais). É uma grande oportunidade para o mercado se conhecer, avaliar novas demandas e lançar novas tendências.