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Embaixadores Bike Brasil - Patrícia Loureiro

Com apenas 5 anos, Patricia Loureiro já competia no motocross, seguindo os passos de seus pais. O encontro com o mountain bike veio aos 13 anos, resultando em muitas vitórias, entre elas, World Cups, Pan-Americano e Campeonato Americano na modalidade Downhill. Além das competições, Patrícia também se dedica ao incentivo da mobilidade elétrica no país. Confira a entrevista completa com a embaixadora da Bike Brasil.

Como foi seu início com a bike? O que despertou seu desejo de praticar o esporte?
Comecei competindo Motocross aos 5 anos, meus pais já competiam. Aos 13 anos meu pai comprou uma Mountain Bike para ele e eu não largava a bike, pedalava todos os dias, à tarde toda, paixão à primeira vista. Isso acabou me incentivando a pedalar com a galera que competia, na minha cidade, Campos do Jordão, e então comecei a ir para as competições, tive um bom resultado, principalmente nas corridas de Downhill. Durante o primeiro ano, tive a sorte de fechar patrocínio com a Specialized, parceria que continua até hoje. Ganhei meu primeiro Campeonato Brasileiro em 1995 e no mesmo ano competi o Pan-Americano e o Mundial na Alemanha, foi o começo dos sonhos e sou muita grata por todos que me ajudaram e me incentivaram nesse início, principalmente meu pai e toda a minha família.
Quais foram os principais obstáculos?
O principal obstáculo para mim sempre foi a parte financeira, na verdade é até hoje. Gostaria de poder competir e até mesmo treinar muito mais, porém a parte financeira dificulta. De resto, sempre me dediquei muito, treinando e correndo atrás.

Pensou algum momento em desistir do esporte?
Já desisti do esporte duas vezes por questão financeira, mas foi legal para ver que realmente sou apaixonada por bike e não vivo sem.
Você sempre viveu de esporte ou deixou alguma outra profissão de lado?
Viver de esporte no Brasil é praticamente impossível, para conseguir as despesas de competições já é complicado. Tive a sorte de ter bons patrocinadores em alguns momentos com salário e etc, mas mesmo assim sempre estudei e trabalhei. Hoje trabalho com mobilidade elétrica, com motos e veículos elétricos, amo meu trabalho. Sou muito grata de pensar que de alguma forma estou fazendo a minha parte para essa grande mudança do mundo na virada dos elétricos, pensando na poluição, sustentabilidade ou melhorando o trânsito nas grandes cidades.
Quais as competições que já participou? Quais foram as mais expressivas para você? Já chegou a quebrar algum recorde?
Estou competindo há 25 anos, cheguei a participar de campeonatos mundiais, World Cups, Pan-Americano, Campeonato Americano na modalidade Downhill e fiz algumas corridas em outras modalidades como o XC, XCM e Speed, mas sempre tive todas as modalidades na minha rotina de treinos como BMX, Dirtjump, Pumptrack e Mountain Bike. Meus resultados mais expressivos foram os dois Títulos Mundiais na Categoria Master e vitória na Descida das Escadas de Santos. A Vitória de Santos em 2009 foi uma das melhores, pois venci a Campeã Mundial da época, a Melissa Bhull.

Minha primeira vitória no mundial também foi muito gratificante, vencendo duas concorrentes fortes, uma inglesa e outra italiana, que estavam andando muito bem no circuito mundial daquele ano. Todos os momentos são maravilhosos, mas minha mudança para a mobilidade Enduro foi espetacular, muito desafiador, comecei competindo sem conseguir terminar as competições por falta de preparo físico (as provas de Enduro duram em média 14 horas) e depois de 6 meses treinando Speed as 5:30 da manhã, com a Adriana Nascimento, tive uma melhora e fiquei três minutos na frente da segunda colocada, em uma prova que normalmente se define em segundos. O mais importante disso não são as Vitórias e sim o prazer de pedalar, o contato com a natureza, amigos, viagens, tudo é maravilhoso.
Como funciona as classificações para as competições?
No Enduro e no Downhill não tem classificação, todos podem competir, no Enduro principalmente o mais importante é ser feliz.
Quais dicas você dá para quem deseja competir profissionalmente?
Sendo sincera, eu digo, tenha uma boa profissão fora da bike, mas ao mesmo treine muito e se dedique 100% e faça tudo com muito amor ao esporte.
Quais são os planos para o futuro? Próximos objetivos?
Meu próximo objetivo é competir o mundial de Enduro em Whistler em agosto, estou treinando para isso.
Qual a importância de um evento como a Bike Brasil para o setor de bicicletas?
Extremamente importe, principalmente para atrair novas pessoas para a bike no geral. independente da modalidade e do propósito, não podemos se limitar ao esporte como se fosse apenas competições e lazer, mas pensar na bike como solução de mobilidade, saúde, qualidade de vida e principalmente na felicidade que a bike traz para a vida de todos.